sábado, 28 de julho de 2007

Second Life, os Jesuítas já chegaram lá

Jesuítas estão incentivando fiéis católicos a entrar no Second Life, o mundo virtual da internet, do qual participam mais de oito milhões de usuários.

No Second Life, cada participante assume a forma de um 'avatar', como são chamados os residentes do site.
Em um artigo publicado na revista Civilità Cattolica, os jesuítas dizem que a internet é também uma oportunidade para evangelizar.
“Second Life é um sinal de modernidade, um instrumento que deve ser utilizado”, disse à BBC Brasil o padre Michele Simone, vice-diretor da Civilità Cattolica, uma publicação da Companhia de Jesus, congregação que reúne os jesuítas.
Simone lembra que outras religiões já estão presentes no mundo virtual e que, portanto, seria "oportuno" que a Igreja Católica fizesse o mesmo.
“Tem espaço para Deus no universo cibernético”, afirmou. “Seria bom que a idéia de Deus fosse apresentada de forma correta no Second Life.”
Inovação
A proposta dos jesuítas é considerada inovadora no mundo católico. No artigo publicado na última edição da revista da congregação, eles dizem que é “preciso ter coragem de se aventurar no mundo do Second Life, o lugar na internet onde é possível viver em maneira simulada uma segunda vida, digital, e onde uma crescente população mundial de internautas tem necessidade de receber uma mensagem de fé”.
Riscos e oportunidades são analisados no texto da Companhia de Jesus. De acordo com os jesuítas, “a segunda vida virtual está cheia de locais de orações, mesquitas, igrejas, catedrais e conventos, sempre mais populosos de avatares, desejosos de meditar e encontrar Deus”.
Eles assinalam que, no Second Life, existem grupos ou lugares de caráter religioso e espiritual.
"São 23 igrejas. Também catedrais como as simulações das católicas Notre-Dame, de Paris, da catedral de Salzburgo, ou da anglicana Saint Paul, de Londres.”
'Terra de missão'
Na avaliação dos jesuítas, “qualquer iniciativa capaz de animar positivamente esse lugar deve ser considerada oportuna. A terra digital é, a seu modo, também terra de missão”, diz o texto.
Segundo o padre Simone, a idéia desse desafio nasce de um fato concreto: o fenômeno está em expansão. De acordo com ele, é importante que os católicos não estejam ausentes. Ao contrário, devem participar “para não deixar que a dimensão religiosa seja instrumentalizada ou ocupada por outros”.
Foi também a revista da Companhia de Jesus que, em 2005, convidou os católicos a entrar no mundo dos blogs e divulgar a fé por meio da internet.
Hoje, são inúmeros padres, bispos e cardeais ao redor do mundo que criaram blogs para se comunicar com os fiéis. Alguns, inclusive, criticam decisões tomadas pelo papa Bento 16.
Estima-se que existam atualmente na internet mais de nove mil páginas de paróquias e congregações católicas.
Uma versão religiosa do YouTube, o GodTube, também foi criada.
Até mesmo as irmãs carmelitas italianas, que vivem na clausura, contam seu dia-a-dia através de um blog.
Na última semana, foi a vez de o Vaticano inovar, lançando uma página virtual interativa na internet, colocando, inclusive, uma webcam direcionada à tumba do papa João Paulo 2º.
O padre Simone diz que o desafio é direcionado aos católicos e não sabe se o Vaticano apoiará a iniciativa. De qualquer maneira, ele lembra que a revista Civilità Cattolica é supervisionada pela Secretaria de Estado da Santa Sé e nenhum texto é publicado antes que conte com o aval oficial do Vaticano.


(Notícia retirada do Informativo da BBC Brasil de 27 de Julho de 2007)

Os X-católicos


Ficar falando como o Second Life é inovador e atrai cada vez mais novos tipos de mídia e pessoas para suas dependências (e blábláblá) é chato, eu sei. Mas também é um fato! A nova comunidade que se volta para o mundo virtual é uma das mais conservadoras que temos na sociedade, os católicos, que apelidei carinhosamente de os X-Católicos (já falamos dessa novidade antes). Vejam bem, não é nada pejorativo e não tenho nada contra qualquer religião, podem apagar as tochas, por favor! É só uma maneira de retratar estes seguidores da doutrina católica e que estão conectados, evoluídos, por assim dizer.Saiu em uma reportagem desta sexta-feira, na BBC Brasil, que a revista Civilità Cattolica publicou um artigo em que o Second Life é o novo terreno “quente” para a evangelização.“Second Life é um sinal de modernidade, um instrumento que deve ser utilizado”, disse à BBC Brasil o padre Michele Simone, vice-diretor da Civilità Cattolica, uma publicação da Companhia de Jesus, congregação que reúne os jesuítas.Para o X-Católico Simone, Deus está em todo lugar, logo, o Second Life também é permeado por Ele. “Seria bom que a idéia de Deus fosse apresentada de forma correta no Second Life”, afirmou o padre.Os religiosos já contabilizaram 23 igrejas localizadas no SL, para os avatares que procuram um pouco de paz espiritual – algo um tanto quanto psicodélico se levarmos em conta que falamos de um “ser” virtual, logo, sem espírito. Ou esse avatar compartilha o nosso espírito, já que nós o controlamos? Sendo assim, seriamos todos pequenos deuses que controlam vidas dentro do SL?! Será que seríamos o Second Life de Deus?! Tá, chega. Isso é papo para mesa de botequim... Ou não.

(Esta notícia foi copiada do Informativo da Second Life Brasil de 27 de Julho de 2007)

O Brasil na Second Life


Olha quem já está no Second Life? Será que a gente chega lá? Tomara...


Para ficar bem informada sobre tudo que acontece na Second Life Brasil acesse o site
http://www.secondlifebrasil.com.br/noticias/noticias.aspx

Second Life, tierra de missión


Artículo de la «La Civiltà cattolica»
CIUDAD DEL VATICANO, viernes, 27 julio 2007 (
ZENIT.org).- Un artículo de la última edición de la revista «La Civiltà cattolica», cuyos borradores son vistos por la Secretaría de Estado de la Santa Sede, propone evangelizar «Second life», un mundo virtual en tercera dimensión de interacción social, en el que ya participan ocho millones de personas.«Second life, el deseo de otra vida», es el título de una investigación del padre Antonio Spadaro S.I. que presenta el quincenal de la Compañía de Jesús, sobre esta realidad que da la oportunidad de reinventarse a uno mismo, a través de una figura virtual tridimensional o «avatar».Se trata de un fenómeno «quizá exagerado por la prensa», advierte el estudio de «La Civiltà Cattolica», «pero que está desarrollándose demasiado rápidamente para poder quedarse indiferente. Por este motivo, debe afrontarse con capacidad de juicio».El artículo describe el fenómeno, evaluando riesgos y oportunidades, y señalando también la presencia de elementos religiosos. «Cada iniciativa capaz de animar positivamente este “lugar” debe considerarse como oportuna: la tierra digital, es a su manera también “tierra de misión”», explica. «De todos modos, hay que estar atentos a la difundida necesidad de “otro lugar” en el que el hombre pretende, en ocasiones de manera incorrecta, encontrarse a sí mismo». Este análisis, aclara, tiene que hacerse sobre todo por quien tiene un papel educativo, «pensando en los más jóvenes o en los más frágiles o menos preparados para las seducciones de una vida disimulada».

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 27 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Um artigo da última edição da revista «La Civiltà Cattolica», cujos projetos são vistos pela Secretaria de Estado da Santa Sé, propõe evangelizar «Second Life», um mundo virtual em terceira dimensão de interação social.«Second life, o desejo de outra vida», é o título de uma pesquisa do Pe. Antonio Spadero S.J., que apresenta o quinzenal da Companhia de Jesus, sobre esta realidade que dá a oportunidade de reinventar a si mesmo, através de uma figura virtual tridimensional ou «avatar». Trata-se de um fenômeno «talvez exagerado pela imprensa», adverte o estudo de «La Civiltà Cattolica», «mas que está desenvolvendo-se rapidamente para poder se tornar indiferente, por este motivo, deve enfrentar-se com capacidade de juízo». O artigo descreve o fenômeno, avaliando riscos e oportunidades, e assinalando também a presença de elementos religiosos. «Cada iniciativa capaz de animar positivamente esse ‘lugar’ deve ser considerada como oportuna: o mundo digital pretende, em ocasiões de maneira incorreta, encontrar a si mesmo.»Esta análise, declara, tem de ser feita sobretudo por quem tem um papel educativo, «pensando nos mais jovens ou nos mais frágeis ou menos preparados para as seduções de uma vida dissimulada».